Twitter perguntará se a pessoa leu a notícia antes de permitir o compartilhamento

Twitter perguntará se a pessoa leu a notícia antes de permitir o compartilhamento

Em mais uma ação na luta contra a proliferação de notícias falsas, o Twitter está testando uma funcionalidade que vai perguntar ao usuário se ele leu a notícia que está tentando compartilhar. A medida visa conter a divulgação de fake news, especialmente por pessoas que se deixam levar apenas pelo título e não leem o conteúdo da notícia.

A funcionalidade está em testes nos Estados Unidos e a intenção é que em breve seja estendida a todo o globo. Funciona assim: percebendo que o usuário está prestes a compartilhar um link sem ter clicado nele, o Twitter subirá um aviso na tela perguntando se ele realmente quer compartilhar aquilo.

O comunicado liberado pela rede social diz que “compartilhar uma matéria pode iniciar uma conversa, por isso, a pessoa pode querer ler a matéria antes de tuitá-la”. A mensagem mostra que a empresa se preocupa tanto com a divulgação das notícias falsas quanto com as possíveis discussões que podem levar o Twitter a se tornar um fórum alimentado por fake news.

O Twitter e outras redes sociais são cada vez mais pressionados para combater ativamente a propagação de notícias falsas, as chamadas fake news.
O Twitter e outras redes sociais são cada vez mais pressionados para combater ativamente a propagação de notícias falsas, as chamadas fake news.

Esforços em ano eleitoral

2020 é ano eleitoral tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Especialmente nesses dois países, pipocam denúncias e teorias de que as eleições passadas foram fortemente influenciadas por esquemas complexos de propagação de fake news.

As mídias sociais vem sendo cobradas tanto pela sociedade quanto pelo poder público para desenvolver métodos mais assertivos no combate à divulgação de notícias falsas. Esse ano, por exemplo, o próprio Twitter virou manchete ao excluir uma publicação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, porque o conteúdo da mensagem continha informações falsas.

Mais recentemente, tuítes do presidente americano Donald Trump foram sinalizados com botões convidando o público a saber mais informações. Isso aconteceu porque a mensagem do presidente, embora não fosse diretamente uma notícia falsa, induzia o público ao erro.

O Facebook também vem testando há meses maneiras de barrar a proliferação de notícias falsas. No último dia 10, a União Europeia decidiu que a rede social, juntamente com o Twitter e o Google, deverão divulgar mensalmente relatórios que mostrem como cada uma dessas empresas está lutando contra as fake news. A medida tenta fazer com que o bloco europeu tenha controle maior sobre as reais ações das redes contra o poder devastador da propagação de fake news.

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